Flamengo consegue paz provisória com conquista de taça em jogo horrível
Flamengo consegue paz provisória com conquista de taça em jogo horrível
O clássico entre Flamengo e Fluminense conseguiu decepcionar todo mundo que aguardava com ansiedade a final do Carioca. Os dois reuniram elencos com bom nível e ainda assim produziram um dos piores jogos do ano entre equipes de Série A. Faltou intensidade, faltou criatividade e, principalmente, faltou futebol. O resultado foi um espetáculo pobre para quem esperava um clássico à altura da rivalidade.
Melhor, claro, para o Flamengo que vai conseguir paz temporária por causa da taça conquistada nos pênaltis, interrompendo as derrotas nos outros jogos que valiam título nesta temporada, mas que certamente ouvirá muito sobre o seu desempenho muito aquém.
Um bom termômetro do nível da partida foi o silêncio ao redor dos goleiros. Fábio e Agustín Rossi praticamente não tiveram seus nomes mencionados ao longo do jogo. Não porque fizeram grandes defesas, mas porque quase não houve finalizações perigosas. Para um confronto entre dois dos principais clubes do país, a falta de trabalho para os goleiros diz muito sobre o que foi o jogo.
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Se algo merece destaque individual, foi a atuação segura de Alex Sandro de um lado e de Jemmes do outro. Em uma partida marcada por pouca inspiração ofensiva, os dois foram exceções positivas, conseguindo se impor defensivamente e aparecer com alguma consistência em meio ao marasmo coletivo.
No ataque, o cenário foi de pouca participação e ainda menos produção. John Kennedy quase não tocou na bola, enquanto Pedro chegou a sair da área e recuar até a intermediária para tentar participar do jogo, mas também pouco conseguiu criar.
Os nomes mais talentosos até tentaram dar algum ritmo. Giorgian De Arrascaeta, Lucho Fernández, Agustín Cannobio e Jorge Carrascal correram, buscaram jogo, se movimentaram. Mas correr, por si só, não resolve quando falta organização e inspiração. O clássico ficou preso em disputas no meio campo e em tentativas que morriam antes de chegar perto do gol.
Para completar o cenário, Samuel Lino fez mais uma partida confusa, tropeçando nos próprios pés em alguns lances e ainda protagonizando o momento mais constrangedor da noite. Ao simular um tapa no rosto de Agustín Cannobio, ganhou com folga o troféu simbólico de pior atuação cênica da rodada. Em um clássico já pobre tecnicamente, a cena acabou sendo apenas mais um retrato do que foi o jogo: muito barulho por um futebol quase inexistente.
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