Justiça arquiva caso de jovem que morreu ao invadir recinto de leoa na PB
Justiça arquiva caso de jovem que morreu ao invadir recinto de leoa na PB
A Justiça da Paraíba arquivou o inquérito sobre a morte do jovem Gerson de Melo Machado, de 19 anos, que invadiu o recinto e foi morto pela leoa Leona do Parque Zoobotânico de João Pessoa. Vaqueirinho, como era conhecido, foi morto diante de dezenas de visitantes no dia 30 de novembro de 2025.
A decisão, proferida pela juíza Michelini de Oliveira Dantas Jatobá, da 1ª Vara Regional das Garantias, acompanhou parecer do Ministério Público da Paraíba, que concluiu pela atipicidade da conduta.
Vaqueirinho tinha história de negligências: Ainda criança, foi afastado da mãe, diagnosticada com esquizofrenia —mesma doença da avó materna. No final da adolescência, o jovem recebeu mesmo diagnóstico, além de ser avaliado com deficiência intelectual.
Daniela LimaLula escolhe caminho mais difícil para Senado em SP
Lula escolhe caminho mais difícil para Senado em SP
Alexandre BorgesCaso Master não é um escândalo da direita
Caso Master não é um escândalo da direita
Milly LacombeTirem os Estados Unidos da Copa do Mundo
Tirem os Estados Unidos da Copa do Mundo
Helio de La PeñaDaniel Vorcaro, o rei do camarote 2.0
Daniel Vorcaro, o rei do camarote 2.0
O entendimento jurídico é de que houve culpa exclusiva da vítima, o que tira o nexo de causalidade necessário para atribuir responsabilidade criminal a terceiros ou ao governo do estado —responsável pelo parque.
Segundo as investigações da 2ª Delegacia Distrital da Capital, Gerson invadiu o recinto de "forma voluntária e deliberada". Depoimentos de guardas municipais que presenciaram a cena revelaram que o jovem ignorou advertências dos agentes e de populares que estavam no local.
Para acessar o recinto, o jovem escalou as barreiras de proteção e utilizou uma árvore para descer até o espaço onde estava confinada a leoa.
O laudo cadavérico apontou que a morte foi causada por "choque hipovolêmico" (perda severa de sangue), decorrente de hemorragia gerada pelas mordidas do animal.
Segurança do Parque e Histórico da Vítima
Um detalhe levado em conta na decisão veio de um relatório técnico do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), que atestou que o recinto atende aos padrões de segurança exigidos pela legislação.
A estrutura, cita o relatório, conta com muros de alvenaria de aproximadamente 8 metros de altura e telas de proteção inclinadas em 45 graus, projetadas especificamente para impedir tanto fugas quanto invasões externas.
A investigação ainda ouviu biólogos e tratadores, que confirmaram a regularidade do manejo animal e a segurança das instalações.
Além disso, o processo trouxe informações de uma conselheira tutelar que acompanhava Gerson, indicando que o jovem apresentava um quadro de vulnerabilidade psíquica, fator que deve ter contribuído para a decisão de invadir o recinto.
Como o incidente ocorreu de forma rápida, a Justiça entendeu que o evento escapou ao controle dos responsáveis pelo parque, não havendo qualquer indício de negligência, imprudência ou imperícia por parte dos agentes públicos.
Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.
O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.
BBB 26: Após saída de Babu, Ana Paula tem problema terrível pela frente
Daniela Lima: Lula opta pelo caminho mais difícil para o Senado em SP
Justiça condena mãe e filho por assassinar dubladora da Disney no Rio
TJD-SP define penas de Abel e Luighi por Corinthians x Palmeiras no Paulista; veja
PCC terrorista: 'EUA não vão considerar opinião do Brasil', diz promotor
