Iludido ao ser recrutado, brasileiro conta como fugiu de brigada na Ucrânia
Iludido ao ser recrutado, brasileiro conta como fugiu de brigada na Ucrânia
A captura por tropas russas, como aconteceu com o paraense Herik Santos, se repete com dezenas de brasileiros que aceitam ofertas de brigadas paramilitares ucranianas para lutar na guerra contra a Rússia. Muitos já morreram no lugar de ucranianos — não há estatísticas oficiais porque os alistamentos são feitos de forma autônoma e desconhecida do governo brasileiro, que desaconselha fortemente essa prática.
A coluna conversou com Abel (nome alterado a pedido dele), um brasileiro que embarcou com Herik para a Ucrânia em março de 2025, mas conseguiu voltar em dezembro após desertar da brigada que o levou ao país europeu. "Em uma praça de Kiev [capital da Ucrânia], tem milhares de bandeiras e fotos de pessoas mortas, muitos brasileiros", relatou.
Os dois se alistaram por meio do site de uma das dezenas de brigadas que oferecem a oportunidade de estrangeiros irem para a guerra, prometendo ganhos de até R$ 26 mil mensais. Mas, ao chegar lá, segundo Abel, a história muda. O valor pago, na verdade, seria inferior a 20% do prometido (cerca de R$ 5.000), e não é permitido voltar porque os passaportes são retidos.
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Além disso, os riscos são altos porque os latino-americanos são colocados, sem o devido treinamento, na linha de frente........
