Corrida mínima de R$ 10 no PL dos apps gera guerra de narrativas nas redes
Corrida mínima de R$ 10 no PL dos apps gera guerra de narrativas nas redes
A decisão do governo federal de apoiar a reivindicação central do Breque Nacional dos entregadores de aplicativos — que pedem um mínimo de R$ 10 por corridas de até 4 km e R$ 2,50 por km adicional — vem gerando uma guerra de narrativas nas redes sociais. O tema é uma das principais fontes de discórdia do PLP (Projeto de Lei Complementar) 152/2025, que regulamenta o trabalho em apps e tramita na Câmara dos Deputados.
As plataformas dizem que esses valores encareceriam o serviço de delivery e reduziriam o número de pedidos, diminuindo a renda dos motoboys. O argumento tem sido encampado por nomes importantes da direita em seus perfis: do senador Cleitinho (Republicanos-MG), passando pelo MBL, chegando ao deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).
Já lideranças de trabalhadores e o próprio ministro da secretaria-geral da Presidência, Guilherme Boulos, afirmam que as plataformas teriam condições de absorver o aumento da remuneração dos entregadores, sem necessariamente repassar os custos ao consumidor final. Criticadas por donos de restaurantes, as taxas e comissões cobradas pelos aplicativos podem somar quase 30% da conta paga por um cliente em um pedido.
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