Futebol chega à Copa de 2026 mais caro, fragmentado e publicitário
Futebol chega à Copa de 2026 mais caro, fragmentado e publicitário
A economia do futebol chega com novas forças na Copa de 2026. Dentro do jogo, as pausas para hidratação fatiam a partida em quatro tempos, no molde da NBA e da NFL, e abrem um espaço comercial que não existia.
Em volta do jogo, os direitos de transmissão ficaram tão caros que a fragmentação foi inevitável. O preço sobe, a transmissão se espalha por várias plataformas, e a conta cai sobre o torcedor em forma de assinatura e ingresso. Quem não paga o jogo fica com a conversa e fatura com comunidade, patrocínio e evento.
E a distribuição mudou de formato em busca de um conteúdo líquido que quer atingir a audiência onde ela está. Os cortes verticais no celular alcançam mais gente do que a transmissão.
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Em todas as 104 partidas da Copa do Mundo de 2026, o árbitro para o jogo por três minutos em cada tempo. A Fifa chama de pausa para hidratação e justifica pelo bem-estar dos jogadores.
Algumas emissoras, no Brasil e nos EUA, já usam o tempo para exibir anúncios em "squeezeback", aquele formato que espreme a imagem do gramado dentro de uma moldura de marca. Toda emissora passou a ganhar até três minutos de publicidade nova por tempo de jogo, em um esporte que vendia 90 minutos sem nenhuma interrupção.
A Fifa fala em saúde, mas vende direitos de transmissão com mais perspectivas de receita publicitária. Os direitos de transmissão ficaram caros demais para o modelo que os pagava. A saída foi abrir espaço comercial onde o futebol nunca tinha deixado entrar.
Reportagem da revista norte-americana Adweek mostra que as emissoras dos Estados Unidos fecharam US$ 110 bilhões em direitos acumulados da NFL e US$ 76 bilhões da........
