Conteúdo líquido já reescreve rumos da mídia mundial
Conteúdo líquido já reescreve rumos da mídia mundial
No seu relatório anual de tendências, o Reuters Institute cravou a expressão conteúdo líquido ("liquid content") como uma das principais tendências e de sobrevivência de produção para as redações. Os 280 executivos, de 56 países, ouvidos no Study of Journalism indicam que conteúdo líquido não é sobre formato ou sobre ser multiplataforma. É sobre gerar conteúdo para ser consumido como e onde quiser.
Conteúdo líquido é o conteúdo que não é estático, que se adapta em tempo real com base no contexto do usuário, localização, horário ou interação, exigindo que empresas de mídia abandonem a produção exclusiva de artigos e reportagens em favor de objetos modulares.
Conteúdo líquido sugere fluidez, animação, conteúdo bonito que se adapta ao tamanho da tela. Não é. A definição que importa é técnica e operacional: peças jornalísticas desenhadas, na origem, como conhecimento estruturado e atomizado.
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Isso quer dizer que toda apuração, ou seja, um fato, citação, dado, contexto histórico, frame de vídeo, trecho de áudio, infográfico, takeaway, comparação numérica, é uma unidade com identidade própria, com metadados e capacidade de existir isoladamente, recombinar-se em qualquer canal e ser lida por humanos e por máquinas. E é a inteligência artificial que faz essa transformação do conteúdo........
