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Uma eleição de figurinhas repetidas que pode reverter 2018

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27.08.2026

Uma eleição de figurinhas repetidas que pode reverter 2018

No desastrado governo chileno de Salvador Allende, entrou para o folclore político a frase de um apoiador: "é um governo de merda, mas é meu governo". A ruptura custa muito para o eleitor e é comum que ele opte pelo familiar, mesmo que não seja empolgante, em vez de se jogar numa aventura.

A eleição geral de 2018 no Brasil estava alinhada com o espírito do tempo que, dois anos antes, havia escolhido um empresário midiático, sem experiência política, para comandar os EUA, enquanto o Reino Unido dizia não à anexação europeia. A ordem mundial social-democrata, vigente desde o fim da URSS, chegava ao fim.

Nomes como Wilson Witzel, Ibaneis Rocha, Romeu Zema, Carla Zambelli, Sargento Fahur, Eduardo Girão, Janaína Paschoal e, claro, Jair Bolsonaro, saíam das redes sociais para os cargos mais importantes da política brasileira. O empresário João Doria, que venceu sua primeira eleição apenas dois anos antes, conquistava o governo de São Paulo.

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