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Paulo Gonet lembra o pior de Augusto Aras

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02.04.2026

Paulo Gonet lembra o pior de Augusto Aras

O único homem no Brasil com poder de processar ministros do Supremo bebeu uísque Macallan (R$ 100 mil cada garrafa) em Londres numa festa bancada pelo dono do Banco Master em 2024.

No mesmo convescote, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), o então ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, e o ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Benedito Gonçalves.

A conta da farra: R$ 3,3 milhões. Quem pagou? Daniel Vorcaro.

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Aline SordiliQuem pagará por algo que a IA engole e não devolve?

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Só o procurador-geral da República pode denunciar criminalmente ministros do STF. Ninguém mais. Nem a Polícia Federal, nem o Congresso, nem outro promotor. A Constituição de 1988 concentrou esse poder numa única pessoa.

Na prática, a lei criou uma armadilha: se o PGR decide não agir, a investigação morre. Não existe plano B.

A história do cargo mostra que a armadilha funciona.

Antonio Fernando de Souza, escolhido a partir da lista tríplice da ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República), fez o que parecia impossível: denunciou os líderes do mensalão, incluindo José Dirceu, o todo-poderoso ministro-chefe da Casa Civil de Lula.

Roberto Gurgel deu sequência e sustentou as acusações ao núcleo duro petista perante o STF. Por alguns anos, o cargo funcionou como a Constituição mandava.

O controverso Rodrigo Janot capitaneou a Lava Jato, denunciou dois presidentes e declarou guerra ao establishment político. Houve mérito na perseguição de corruptos inalcançáveis, mas Janot confessou depois que entrou armado no STF com a intenção de "matar" Gilmar Mendes e cometer "suicídio".

Raquel Dodge tentou recuperar o equilíbrio. Ordenou o arquivamento do bizarro inquérito das fake news, o mesmo que agora até a OAB condena. O STF ignorou a determinação e........

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