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As barracas eleitorais

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14.02.2026

Há algum tempo que analiso os resultados eleitorais das diferentes eleições e há coisas que para mim são incompreensíveis, mas que revelam, no mínimo, amadorismo e falta de respeito pelo direito à informação por parte das entidades responsáveis pelos atos eleitorais. Quinta-feira, quando escrevi o texto da página 9, que fechou antes desta, faltavam apurar os resultados de quatro consulados: Pequim, Luanda, Costa do Marfim e Quénia. Na Costa do Marfim votaram 23 portugueses, no Quénia 54, 10 em Pequim e 1202 em Luanda – em Angola há dois consulados e o de Benguela apresenta os resultados no imediato. Como não há ninguém da Comissão Nacional de eleições ou do Ministério da Administração Interna que explique o inexplicável, as dúvidas persistem, mas nesta segunda volta há um dado ainda mais insólito; dois países que constavam dos resultados oficiais na primeira volta desapareceram, como que por milagre, na segunda volta. Falo da Croácia e da Etiópia.

Não é que estes países mudem alguma coisa – por acaso, a votação de Luanda acabou por dar a vitória em África a António José Seguro, mas não passa de um simbolismo – mas, numa altura em que a tecnologia está tão........

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