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O imposto de fotossíntese

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30.08.2026

Há ideias políticas que parecem excelentes até ao momento em que alguém se dá ao trabalho de imaginar as suas consequências. No Porto, um vereador socialista pretende transformar a existência de árvores em logradouros privados num ónus urbanístico, condicionando a edificabilidade à proteção das espécies arbóreas preexistentes.

Apesar de recusada pela maioria municipal, esta sedutora ideia colheu algum entusiasmo público e poderá vir a constar do novo Código Regulamentar do Município do Porto. Afinal, quem não gosta de árvores?

Ainda assim, imaginemos dois irmãos. Construíram, há décadas, casas geminadas, rigorosamente iguais, com logradouros das mesmas dimensões e em terrenos com o mesmo potencial construtivo. Um deles decidiu aproveitar o quintal à maneira “moderna”. Fez anexos, fechou espaços, cimentou o pátio e, com criatividade administrativa, conseguiu transformar aquilo num pequeno catálogo de soluções de legalidade duvidosa.

O outro plantou árvores, tratou delas e esperou que crescessem, dessem sombra,........

© SOL