menu_open Columnists
We use cookies to provide some features and experiences in QOSHE

More information  .  Close

O caça-polícias

14 0
12.06.2026

A nova coqueluche do presente governo, empossado há escassas semanas, deve a sua ascensão ao lugar máximo de responsabilidade pela segurança interna do País como paga pelos péssimos serviços a este prestados, enquanto dirigiu a Polícia Judiciária.

Na verdade, Luís Neves é um dos principais culpados pelo aumento generalizado da criminalidade violenta, porque descurou, ostensivamente, as competências mais relevantes da Polícia que chefiou durante meia dúzia de anos, que são, precisamente, as do combate ao banditismo organizado.

A sua grande preocupação foi, regra geral, a de se envolver em operações de extrema envergadura, mas direccionadas exclusivamente a crimes de natureza económica e, como agora é moda, de ódio, com o recurso a efectivos desmesurados e sempre com a imprensa atrás, aparecendo, dessa forma, como uma figura fortemente empenhada em garantir a paz social e o bem-estar das populações.

As constantes fugas de informação, em que até os interrogatórios em sede da PJ eram cabalmente transcritos nos noticiários dos vários canais informativos, contribuíram para a sua imagem de homem determinado e impoluto que se foi construindo junto da opinião pública, com o indispensável auxílio, claro está, de uma imprensa interesseira e desprovida de valores morais.

Grande parte dessas mediáticas operações resultaram em nada, com detenções fora do flagrante delito a não serem corroboradas pelas autoridades judiciárias e buscas domiciliárias e a locais de trabalho a verificarem-se infrutíferas.

Todos nos recordamos do extraordinário aparato observado numa viagem de avião à Madeira, com centenas de operacionais da PJ e do Ministério Público, e em que o principal visado, o presidente do governo regional, não só passou pelos pingos da chuva como se recandidatou ao cargo de que procuraram destituí-lo e foi de novo sufragado pelos madeirenses.

E das buscas à Câmara Municipal de Albufeira, cujo objectivo era o da apreensão de provas de declarações proferidas publicamente pelo seu edil e cujas gravações eram do conhecimento geral e se encontravam à mercê de todos, bastando, para o efeito, procurá-las na internet!

Além de mais, tentou-se........

© SOL