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Os Santos Populares aí à porta

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23.04.2026

Nascem os primeiros raios de sol, na verdadeira aceção da palavra e o país fica logo diferente. São as pessoas que deixam o seu ar mais taciturno e macambúzio como se a vitamina D lhes fizesse um click na disposição e lhes devolvesse a felicidade. Esta é a altura em que nos lembramos novamente da praia (e das saudades que temos dela), mas também é tempo dos últimos preparativos para as festas dos Santos Populares. Aquele momento tão nosso em que as ruas se estreitam, as luzes penduram-se em cada bairro e o cheiro a febras, sardinha assada e manjerico invade a zona histórica da capital.

Lisboa nessas noites, não se explica, sente-se. Alfama transforma-se num labirinto de afetos, a Graça respira música em cada esquina e a Bica dança como se o mundo fosse acabar amanhã. É bonito, é nosso mas já não é suficiente. E quando digo que já não é suficiente não o digo numa vertente mercantilista em que tudo é desculpa para carregar ainda mais de turismo como se não soubéssemos rentabilizar o que temos de nenhuma outra forma. Falo do........

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