Hibridização dos Modelos para a Saúde: uma realidade que se impõe
Os sistemas de saúde no espaço europeu dividem-se em dois modelos: o de Beveridge adotado em Portugal, no Reino Unido e em alguns países nórdicos, em que o financiamento é estatal, a partir dos impostos, e a prestação é centralizada e predominantemente pública. No modelo de Bismarck, usado na Holanda, na Alemanha e na França, o financiamento é baseado em seguros (um único ou diversos em competição não lucrativa), em contribuições salariais e fundos de doença; os serviços são descentralizados e recorrem a instituições privadas. Mais importante, nos países europeus, independentemente do modelo, a cobertura é sempre inclusiva e universal, sendo o pagamento compulsivo, seja pela via dos impostos cobrados, seja pelos prémios pagos para seguros de saúde.
A crise no nosso SNS, que ocorre em paralelo com a do NHS inglês, acendeu a discussão sobre se a falência destes sistemas, em tudo semelhantes, será consequência do modelo em si ou o resultado da pressão e do pouco investimento a que vêm sendo sujeitos. Numa palavra, será o modelo bismarckiano superior ou inferior ao beverdigiano, e será que as características de cada modelo se mantêm hoje ainda estanques?
Não há, de........
