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Aplauso à imperfeição

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27.02.2026

Sempre fui avesso a arautos do politicamente correto. Querer à força que as sociedades sejam absolutamente asséticas ou impor limites ao pensamento e ao direito à opinião é violar a essência da liberdade. Não me imagino a viver num ambiente controlado, ao ponto de a opção pelo cinismo se sobrepor à diversidade e à espontaneidade próprias da natureza humana. Não me aflige a divergência, nem me assustam os consensos. Preocupam-me sim todas as tentativas de normalização de comportamentos, a que vamos, infelizmente, assistindo, como se a pluralidade que dá cor à vida se pudesse simplesmente diluir numa massa informe, sem identidade nem alma.

Nos últimos dias, duas ou três situações me conduziram a esta reflexão. 

A nomeação de Luís Neves para ministro da Administração Interna foi uma delas.

A escolha do antigo diretor nacional da Polícia Judiciária para o lugar, se mereceu elogios, também deu origem a comentários fortemente críticos, da parte de alguns setores, sobretudo, à direita. Até aqui nada de mais. O que me incomoda é o clima de suspeição que se instalou em Portugal, em........

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