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São revolucionários profissionais que sabem como provocar a polícia, fazendo-se de vítimas

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30.10.2026

Sábado, 24As esquerdas revolucionárias não respeitam a lei

Há quatro tipos de manifestantes. Antes de mais, os bem-intencionados para quem os protestos são a favor de políticas de habitação mais justas. Entendo-os perfeitamente e nada tenho contra eles. Talvez os lembrasse que estão a protestar contra a legislação sobre habitação dos governos de António Costa e, no fundo, contra a imigração descontrolada que ocorreu entre 2018 e 2024.

Depois, há os velhos revolucionários que já protestavam em 1974. Para eles as manifestações são sempre a mesma manifestação. Emocionam-se quando se canta o Grândola Vila Morena ou quando ouvem Sérgio Godinho, e vão felizes para casa. Já têm a sabedoria suficiente para saber que é muito melhor dormir numa cama do que numa tenda.

O grupo mais pequeno é de dirigentes e deputados do PS que querem tirar dividendos políticos dos protestos. Os mais cínicos, como o deputado Brilhante (de nome), não querem deixar os dividendos políticos apenas para o Bloco, o PCP e a ala esquerdista do PS (opositora a José Luís Carneiro). São suficientemente profissionais para se juntarem àqueles que combatem quase sempre. Depois, há os socialistas que têm o coração no Bloco, mas os interesses de poder no PS. É o grupo dos ‘Pedros’, o Pedro Nuno Santos e o Pedro Delgado Alves. Precisam destas manifestações para mostrarem a si próprios e aos amigos do Bloco e do PCP que ainda não se venderam completamente ao poder. Para eles, estes protestos são como uma ida ao confessionário para se lavarem dos pecados do poder político. Para os verdadeiros Marxistas, se não for para fazer a revolução, o poder corrompe absolutamente. Os ‘Pedros’ querem mostrar que o poder não os corrompeu ideologicamente. Mas nem eles acreditam. É tudo a fingir.

Depois há os verdadeiros líderes, os grupos revolucionários de extrema-esquerda. São os que ficam depois da hora legal do direito à manifestação. Muitos são de grupos violentos das extremas-esquerdas habituados a lutar com as forças de segurança (e alguns são estrangeiros que fazem o ‘interrail’ dos protestos pela Europa). São revolucionários profissionais que sabem como provocar a polícia, fazendo-se de vítimas, especialistas em lutas de rua, e em mobilizar os bem-intencionados. Querem a revolução europeia, nisso são dignos herdeiros de Trotsky, que sempre combateu a ideia........

© SOL