A falência moral da esquerda progressista: o caso Barbara Butch
A 18 de julho de 2026, a DJ Barbara Butch - lésbica, gorda, ativista histórica da causa LGBTQ , praticamente um cartaz vivo de tudo o que o progressismo francês gosta de exibir como prova de virtude - subiu ao palco do festival Cabaret Frappé, em Grenoble. Vinte minutos depois, foi forçada sair dele por uma centena (ou duas, dependendo do jornal) de militantes pró-palestinianos e da ala local da França Insubmissa, entre vaias, insultos e garrafas de vidro arremessadas para o palco. O motivo do linchamento: meses antes, Butch havia assinado uma carta de apoio a um projeto de lei - depois retirado - que propunha combater ‘novas formas de antissemitismo’. A turba também lhe cobrava um espetáculo antigo em Israel. Ou seja: puniu-se uma artista judia por, bem, existir como judia de uma forma que não agradou aos fiscais da pureza ideológica.
A mesma militância que se orgulha de nunca reduzir ninguém à sua identidade decidiu, neste caso........
