O Matuto e o Lobo Antunes
O Matuto descobriu isso numa manhã silenciosa na Casa das Pontes, quando abriu um livro de crónicas do ‘doutor’. Não era exactamente leitura. Era uma espécie de travessia. As frases avançavam como rios largos, cheios de memórias, vozes antigas, sombras de infância e ruídos de guerra.
Porque uma coisa é certa: naquele homem havia uma espécie de sinceridade feroz. Os livros dele não nasceram para agradar. Não pedem licença ao leitor. Pelo contrário: sentam-no numa cadeira e obrigam-no a ouvir histórias de gente cansada da vida.
E isso, o........
