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Não bastam placas

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31.07.2026

Há uma verdade que, por mais incómoda que seja, não pode continuar a ser ignorada: Portugal voltará a ser atingido por um grande sismo. Não sabemos quando acontecerá, porque a ciência ainda não consegue prever a data de um terramoto mas sabemos que acontecerá. A nossa localização geográfica e o conhecimento acumulado pela sismologia não deixam margem para dúvidas quanto à existência de um risco sísmico significativo, particularmente, nas regiões de Lisboa e Vale do Tejo e do Algarve.

A questão, por isso, não é se devemos estar preparados. A verdadeira questão é saber se estamos a fazer o suficiente para reduzir o impacto de uma catástrofe que poderá mudar o país em poucos minutos.

Nos últimos anos assistimos a uma maior preocupação com a sensibilização da população. Foram instaladas placas de identificação das zonas de perigo de tsunami e definidos pontos de encontro para situações de emergência. Estas iniciativas têm mérito e contribuem para aumentar a consciência pública sobre os riscos. No entanto, seria um erro perigoso acreditar que estas medidas representam uma preparação adequada para um evento de grande magnitude.

As placas informam, mas não protegem.

Num cenário de destruição generalizada, o que fará verdadeiramente a diferença será a capacidade das infraestruturas críticas resistirem ao sismo e continuarem operacionais. É precisamente neste ponto que Portugal enfrenta um dos seus maiores desafios.

Ao longo dos últimos anos, especialistas em engenharia sísmica e proteção civil têm alertado para a vulnerabilidade de diversos edifícios públicos. Entre eles........

© SOL