Seguro, pois claro!
1. Três semanas podem ser uma eternidade política. Viu-se na primeira volta das Presidenciais, embora agora seja altamente improvável a derrota de Seguro, um moderado resiliente, educado, experiente e sem temas controversos na sua vida. Do outro lado está Ventura, um político que subiu a pulso e representa uma direita radical não extremista. Desde logo em temas internacionais em que difere por defender a Ucrânia. Ventura sabe incorporar e reproduzir o discurso dos inconformados, dos que se sentem explorados ou parasitados por quem não cumpre. Afirma-se contra o sistema, mas é parte dele como o provam dezenas de entendimentos e proclamações populistas que fez conquistar o povo de esquerda. Em França, Marine faz o mesmo. Seja como for, temos uma conjuntura estranha. Mostra uma direita maioritária que não teve um candidato de unidade. E, assim, deve perder a presidência da república ao fim de vinte anos, ressuscitando a ideia julgada anacrónica dos ovos e dos cestos. Já Seguro assinou uma vitória retumbante sobre costistas e socráticos, exemplarmente representados nas cambalhotas circenses do ex-trotskista Santos Silva. Seguro tinha 10% de intenções de voto em agosto e acabou a segunda........
