Montenegro não serve, mas… serve-se
Este artigo constitui mais um alerta sobre liderança, ética e o risco da mediocridade política. Ao observar o atual momento político português, chego a uma inevitável conclusão: Luís Montenegro não serve para primeiro-ministro. Vivemos, em minha opinião, uma profunda fragilidade no atual ciclo político. Portugal tem hoje um Presidente da República cuja obsessão política é a ‘estabilidade institucional’. Em teoria, estabilidade é uma virtude. Na prática, pode transformar-se numa armadilha estratégica quando passa a justificar a tolerância perante lideranças fracas.
Lembro-me de António José Seguro, nos tempos da licenciatura no ISCTE. A memória desse período não é irrelevante. Pelo contrário: ajuda a compreender um traço que continua a marcar o seu perfil político – uma grande dificuldade em produzir resultados concretos. Recordo episódios em que, perante disciplinas que não conseguia concluir, implorava aos professores que o aprovassem. Acabou por desistir de fazer a licenciatura naquela fase.
Isto não é um detalhe........
