Eles são Doutorados! Em Propaganda...
Quando um país atravessa uma tragédia, a comunicação política deve ser austera, precisa e, sobretudo, humana. O que observei na deslocação de Luís Montenegro à zona afetada pela tempestade Kristin foi o oposto: uma comitiva faustosa, coreografada para a fotografia, mais preocupada com a encenação do poder do que com a dignidade das vítimas. A política não é teatro; em contexto de catástrofe, por maioria de razão, cada gesto conta e cada palavra pesa.
O discurso foi um ponto baixo e demonstrativo da inabilidade e impreparação para lidar com crise e caos. Dizer, perante famílias em luto, «às famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perderem a vida» revela uma profunda falta de noção. A formulação desloca, ainda que subtilmente, a responsabilidade para quem morreu. Não é apenas um erro........
