Diplomacia sem pés... nem Lisboa...
Há países que falam alto porque têm poder. Há países que falam pouco porque têm prudência. E depois há países que falam pouco porque simplesmente não se atrevem a falar. Infelizmente, Portugal parece ter optado pela terceira categoria.
Numa fase em que o Médio Oriente volta a ocupar o centro da instabilidade global – com tensões militares, conflitos latentes e uma nova arquitetura de alianças a desenhar, seria razoável esperar que Portugal tivesse algo a dizer ou a propor. Mas não. A diplomacia portuguesa parece ter escolhido o papel mais discreto possível no teatro internacional: o de espectador educado. Portugal limita-se a acompanhar as posições de blocos maiores, preferencialmente em tom baixo e sem grande protagonismo.
O curioso é que esta modéstia estratégica não resulta de falta de capital histórico ou político. Muito pelo contrário. Portugal possui um património histórico........
