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Há ou não há taticismo?

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05.07.2026

Em vários discursos, ouvimos o ministro da Administração Interna, Dr. Luís Neves, afirmar que não aprecia tacticistas. Diz preferir quem decide, quem assume riscos e quem faz diferente, em vez daqueles que nada fazem por estarem preocupados apenas com objetivos pessoais. É uma mensagem com a qual qualquer polícia facilmente concorda, contudo, quando passamos das palavras aos atos, surge uma questão inevitável: não será o próprio Governo a recorrer ao taticismo?

Veja-se o caso gritante das pré-aposentações. Nos últimos anos, os despachos que fixam o contingente anual têm sido publicados tardiamente, ou mesmo, já no ano seguinte ao das vagas: as de 2023 foram publicadas em 19 de janeiro de 2024 (Despacho n.º 610/2024); as de 2024 em 28 de janeiro de 2025 (Despacho n.º 1276-A/2025); e as de 2025 a 29 de maio de 2025 (Despacho n.º 6080-A/2025), atrasando significativamente a produção dos seus efeitos. As de 2026, apesar de já nos encontrarmos a entrar no segundo semestre do ano, continuam sem despacho publicado, e isto depois de vários alertas ao MAI que insiste em responder que as mesmas se encontrar a aguardar decisão no (super)Ministério das Finanças.

O mesmo padrão verifica-se........

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