A mala da discórdia - e Bruxelas quer pôr-lhe a mão
“Voar nunca foi tão barato!” Em muitos casos, até é verdade. As companhias de baixo custo democratizaram o acesso ao transporte aéreo, abriram novas rotas, criaram uma mobilidade sem precedentes e transformaram profundamente o turismo europeu. Mas como quase tudo o que parece simples, também aqui há uma camada menos visível: o preço do bilhete deixou de ser o preço da viagem.
As companhias aéreas foram refinando, ao longo das últimas décadas, um modelo de segmentação que separa aquilo que antes era indivisível. Primeiro, foram as malas de porão; depois, os lugares marcados e o embarque prioritário. Finalmente, a própria bagagem de mão, um elemento que foi sempre considerado parte integrante da experiência básica de voo.
Nada disto é, em si mesmo, ilegítimo e esta desagregação de serviços – no jargão aeronáutico também chamado unbundling – permitiu adaptar o produto ao perfil do cliente e, em teoria, baixar os “preços de entrada”. O problema começa quando........
