A palavra de prata e o silêncio de ouro
No cinema, o silêncio é uma ferramenta poderosa. O silêncio cria tensão ou empatia; revela ou adensa segredos; expõe, só através de uma expressão, um gesto ou mero contexto, o lado mais luminoso ou negro de uma personagem. O abraço silencioso de Michael Corleone ao irmão Fredo, num baile de fim de ano em Havana, disse mais sobre o destino (bem diferente) de ambos do que qualquer discurso. Uma só palavra já estaria a mais. A magia de um silêncio bem aplicado, no tempo certo, é que consegue traduzir de forma universal as mais belas ou horríveis emoções humanas. No cinema, como na vida, o silêncio é, de facto, uma ferramenta poderosa. Na política não é diferente.
Este domingo, na Universidade de Verão do PSD, o primeiro-ministro escolheu com cuidado os temas do seu discurso. E escolheu com ainda maior cuidado o que iria deixar de fora.
Confrontado com a crise nos Exames Nacionais e uma (anunciada) moção de censura do Chega devido às múltiplas polémicas a........
