A Venezuela volta ao controlo dos Estados Unidos
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Desde que foi eleito democraticamente Presidente da Venezuela, em 1999, o tenente-coronel Hugo Chavez acabou rapidamente com a democracia e criou um sistema político próprio, o bolivarianismo, uma ditadura socialista com fachada parlamentar. Havia eleições, sempre aldrabadas, e os pequenos empresários podiam fazer os seus negócios. (Entre esses havia a segunda maior diáspora portuguesa na América Latina, depois do Brasil, calculada 1.200.000. Embora tratados pejorativamente como “burgueses açambarcadores”, puderam continuar a sua vida.)
Numa visita a Cuba, fez um discurso na Aula Magna da Universidade de Havana perante Fidel de Castro e a alta hierarquia do país, em que afirmou: “Temos um projecto estratégico a longo prazo em que os cubanos têm uma contribuição importante, um projecto com um horizonte de vinte, quarenta anos, que constitui um modelo económico soberano.”
Sublinhe-se a soberania; até aí a Venezuela era um petro-estado rico, dependente dos Estados Unidos, cujas empresas exploravam as suas reservas de petróleo, as maiores do mundo. Chavez nacionalizou-as todas (menos a Chevron) e criou a estatal PVDSA, controlada pelos seus generais.
A equação mudou: Cuba, que sempre teve problemas de falta de petróleo, passou a ser o maior importador, e os seus serviços de segurança tornaram-se a polícia política do Chavismo. (No rapto de Maduro morreram 40 agentes dessa força, o que dá uma boa ideia da importância que tinham no país.)
Chavez governou com o apoio das “Milícias Populares” constituídas pelos mais pobres, ao mesmo tempo que a Venezuela, sem os rendimentos do petróleo, passou de país mais rico da America Latina, para o mais pobre.
Em 2013, Chavez morreu e o seu vice-Presidente, Nicolás Maduro ex-motorista de autocarro, ocupou imediatamente o lugar. Enquanto o carisma de Chavez tinha........
