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Portugal e a chuva: o custo estrutural de uma política de curto prazo

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26.03.2026

Sempre que ocorrem episódios de precipitação intensa, o guião repete-se: ruas inundadas, atividade económica interrompida, prejuízos em habitações, comércio e serviços públicos. O debate centra-se frequentemente na excecionalidade do fenómeno, mas ignora o essencial, estes eventos deixaram de ser excecionais. E Portugal continua estruturalmente mal preparado para os enfrentar.

Entre 2010 e 2025, o número de dias com precipitação extrema (precipitação > 30 mm/24h) tem mostrado uma tendência crescente tendo duplicado no período referido.  Consequentemente as indemnizações pagas, associadas a cheias urbanas ultrapassaram os 50 milhões de euros em 2024, apresentando uma taxa de crescimento anual média de 5%, quando se analisa o mesmo período.

As cheias urbanas já não se limitam a zonas ribeirinhas. Bastam poucas horas de chuva intensa para gerar impactos económicos significativos, desde danos diretos em edifícios e infraestruturas até perdas de........

© Sapo