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Tempo comprado não é tempo ganho

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06.02.2026

Os resultados da primeira volta das eleições presidenciais permitem retirar várias conclusões. A primeira é clara: existe um bloco populista à direita coeso e mobilizado que, ao contrário de algumas previsões, é capaz de assegurar uma base estável de apoio a André Ventura. À esquerda, um campo político derrotado pelo peso da sua própria história e pela frustração acumulada dos portugueses conseguiu, ainda assim, garantir representação na segunda volta. Já o espaço do centro e da direita reformistas fragmentou-se entre vários candidatos. E, sendo socialmente maioritário, acabou sem candidato próprio. Sobre a irresponsabilidade da direção do PSD já muito se escreveu.

O desafio, agora, é outro: assegurar um rumo reformista para Portugal, com a cooperação de Belém. Não será fácil. Quiseram os portugueses que esse caminho tivesse de ser encontrado com António José Seguro que, até ao momento, deu poucas mostras de se querer comprometer com qualquer agenda concreta.

O problema é que a alternativa, André Ventura, também não pretende transformar o país, mas dominá-lo. Não é difícil antever como. Quando........

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