Pelos infernos de uma odisseia do nosso tempo
A versão de Cristopher Nolan de uma das mais antigas e extraordinárias narrativas da aventura humana, a Odisseia, tornou-se, este Verão, tema de discussão, de crítica, de interesse. E ainda bem. Sempre é melhor discutir a Odisseia, de Ulisses, do que a odisseia do atrelado de Luís Neves ou do tiro do comerciante de louro cuja etnia estamos impedidos de enunciar, sob pena de incorrermos em “crime de ódio”.
A Odisseia, de Nolan, sempre eleva um pouco mais a discussão e talvez leve alguns, por poucos que sejam, a ler o livro de Homero, ou, pelo menos, a voltar à versão cinematográfica da Odisseia de Mario Camerini e Mario Bava, de 1954, com Kirk Douglas (Ulisses), Silvana Mangano (Penélope) e Rossana Podestà (Nausicaa).
Medi a polémica desencadeada pela superprodução de Christopher Nolan pelas diferenças de opinião no meu círculo de amigos e relações........
