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Um país onde tudo sobe… menos o preço das viagens TVDE

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20.01.2026

Com a chegada de 2026, os portugueses habituaram-se a ver subir praticamente tudo: dos bilhetes dos transportes públicos à eletricidade, do pão à renda da casa. O salário mínimo nacional aumentou para 920€/mês, a inflação de 2025 foi cerca de 2,3% e, como seria de esperar, os preços dos serviços atualizam-se com base nesse índice. Todos? Não. O setor TVDE continua a ser a exceção.

Enquanto todos os setores da economia reconhecem a inevitabilidade do aumento de custos e ajustam os seus preços, as plataformas eletrónicas de transporte, Uber e Bolt, continuam a baixar o preço das viagens, esmagando os operadores e motoristas. É um paradoxo perverso: num país onde tudo encareceu, os únicos que recebem cada vez menos são os que transportam os outros.

Atualmente, os preços por viagem estão em mínimos históricos: 0,50€ por quilómetro e 0,08€ por minuto! Valores absolutamente incomportáveis! Com taxas de ocupação abaixo dos 50% e longos tempos de espera entre viagens, um motorista TVDE recebe, em média, cerca de 4€ líquidos por hora de trabalho. Para se ter uma ideia, o salário mínimo nacional corresponde a um rendimento de cerca de 9,5€/hora. Ou seja, os motoristas TVDE ganham menos de metade do mínimo legal.

Para que um motorista, enquanto trabalhador independente, consiga em 2026 alcançar um rendimento equivalente ao salário mínimo nacional, necessita faturar para si, cerca de 1.500 euros mensais, trabalhando 40 horas por semana, durante 11 meses por ano, excluindo todas as despesas! Já se considerarmos os custos da atividade a faturação mínima ronda os 3.800 euros mensais para os mesmos períodos de trabalho. Para que isso seja........

© Sapo