Afinal não foi um sismo, foi uma peixeirada
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Ontem, Portugal abanou. As estações da Rede Sísmica do Continente assinalaram tremores em vários pontos do país e, por breves instantes, muitos ficaram em suspenso, atentos ao chão que parecia fugir-lhes dos pés. Pouco depois, o IPMA confirmava: nada de dramático, 4.1 na escala de Richter. Um abalo civilizado, daqueles que fazem tilintar a loiça, quase a pedir desculpa pelo incómodo. Não dei por ele.
Horas depois, a assistir ao debate quinzenal na Assembleia da República, pensei: afinal, não foi um sismo, foi uma peixeirada. Duas semanas e meia depois do início do comboio de tempestades, o primeiro-ministro regressou à Assembleia da República para responder às perguntas dos deputados e, esperava-se, dos portugueses também. Tive medo.
Não seria de instalar um sismógrafo no hemiciclo? Uma espécie de Escala de Richter da Retórica Parlamentar........
