O líder que desafia a corrente
Teoria da plasticidade da liderança (e não do cérebro)
Num mundo empresarial obcecado com rapidez, reação e alinhamento emocional, emerge uma ideia desconfortável: o líder mais eficaz pode ser, precisamente, aquele que faz o oposto do esperado. Em vez de amplificar o estado emocional da organização, regula-o. Em vez de seguir a corrente, contraria-a.
Esta é a premissa central da Teoria da Plasticidade da Liderança, um modelo ancorado na neurociência cognitiva e na psicologia organizacional. A sua proposta é simples, mas exigente: o líder não deve espelhar o ambiente — deve reconfigurá-lo, começando pelo seu próprio estado interno.
Mas há uma segunda dimensão menos discutida e igualmente crítica: o líder como visionário operativo. Não apenas aquele que define direção, mas aquele que identifica as falhas invisíveis — as lacunas nos projetos que........
