Mulheres e a discriminação algorítmica
Por Tatiana Marinho, advogada da Cerejeira Namora, Marinho Falcão
Durante décadas, o Direito do Trabalho habituou-se a lidar com discriminações que tinham um rosto. Havia decisões tomadas por pessoas, critérios discutíveis, responsáveis identificáveis e, por isso, podiam ser contestadas, impugnadas e corrigidas.
Hoje, porém, essa discriminação começa a mudar de forma e muitas decisões deixam de resultar de uma escolha humana directa, mas antes de sistemas algorítmicos que aprendem com base nos inputs humanos que recebem.
Estes sistemas são já utilizados em vários momentos da relação laboral: recrutamento, avaliação de desempenho, organização dos tempos de trabalho e até em processos de despedimento. Já são as máquinas que, através da análise de dados do passado, conseguem prever (ou decidir) quem é “mais adequado”, “mais........
