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A Economia e os afetos em tempos de IA

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09.03.2026

Por Sofia Terlica, Professora de Economia da Universidade Europeia

A Inteligência Artificial (IA), no âmbito da revolução 4.0, lembra-nos que oscilamos entre a prossecução da eficiência tecnológica e de uma maior humanidade. Como muitos, defendo que estes dois objetivos devem coexistir, mas é necessário um esforço ativo de consciencialização para equilibrar a eficiência e os afetos.

O mercado de trabalho português é caracterizado por mais de 50% das profissões estarem em risco de desaparecer (28,9%) devido à introdução da IA, ou beneficiarem da sua adoção (22,5%).[1]  No primeiro caso, enfrentamos o desafio de requalificar os trabalhadores para os manter no mercado de trabalho. No segundo caso, estamos perante um potencial tecnológico que........

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