2026: o ano em que a eficiência energética se afirma como um serviço estratégico para as empresas em Portugal
Por Luís Almeida, General Manager da GreenYellow Portugal
Num contexto marcado por elevada volatilidade nos mercados de energia e metas climáticas cada vez mais exigentes, a eficiência energética deixou de ser uma opção e passou a ser um pilar estratégico para as empresas portuguesas. Por isso, mais do que nunca, em 2026 otimizar os consumos será um dos principais motores da competitividade e da descarbonização do tecido empresarial.
A experiência recente demonstrou que as organizações mais bem preparadas são aquelas que conseguiram reduzir desperdícios, modernizar instalações e tornar os seus consumos mais previsíveis. Num momento em que os preços da energia continuam sujeitos a fatores geopolíticos, climáticos e de mercado difíceis de antecipar, consumir menos energia e geri-la de forma mais inteligente, através da adoção de práticas avançadas de eficiência energética, tornou-se uma decisão estratégica com impacto direto na sustentabilidade financeira das empresas.
Os benefícios económicos da eficiência energética são claros e mensuráveis. Na indústria portuguesa, por exemplo, a intensidade energética diminuiu cerca de 15.5% entre 2012 e 2022, refletindo melhorias significativas nos processos produtivos. Hoje, fabricar o mesmo produto requer substancialmente menos energia do que há uma década, o que funciona como uma verdadeira almofada face a choques de preço. Para além de medidas já bem conhecidas, como iluminação LED ou motores de alto rendimento, os projetos........
