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2026: o ano em que a eficiência energética se afirma como um serviço estratégico para as empresas em Portugal

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24.02.2026

Por Luís Almeida, General Manager da GreenYellow Portugal

Num contexto marcado por elevada volatilidade nos mercados de energia e metas climáticas cada vez mais exigentes, a eficiência energética deixou de ser uma opção e passou a ser um pilar estratégico para as empresas portuguesas. Por isso, mais do que nunca, em 2026 otimizar os consumos será um dos principais motores da competitividade e da descarbonização do tecido empresarial.

A experiência recente demonstrou que as organizações mais bem preparadas são aquelas que conseguiram reduzir desperdícios, modernizar instalações e tornar os seus consumos mais previsíveis. Num momento em que os preços da energia continuam sujeitos a fatores geopolíticos, climáticos e de mercado difíceis de antecipar, consumir menos energia e geri-la de forma mais inteligente, através da adoção de práticas avançadas de eficiência energética, tornou-se uma decisão estratégica com impacto direto na sustentabilidade financeira das empresas.

Os benefícios económicos da eficiência energética são claros e mensuráveis. Na indústria portuguesa, por exemplo, a intensidade energética diminuiu cerca de 15.5% entre 2012 e 2022, refletindo melhorias significativas nos processos produtivos. Hoje, fabricar o mesmo produto requer substancialmente menos energia do que há uma década, o que funciona como uma verdadeira almofada face a choques de preço. Para além de medidas já bem conhecidas, como iluminação LED ou motores de alto rendimento, os projetos........

© Sapo