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O júnior que não contratou é o sénior que vai faltar

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30.10.2026

Em agosto, o Digital Economy Lab de Stanford atualizou o estudo que acompanha, nos registos salariais da ADP, o emprego norte-americano desde o lançamento do ChatGPT. Entre os 22 e os 25 anos, nas profissões mais expostas à inteligência artificial, o emprego está cerca de 19% abaixo do que estaria se tivesse acompanhado os colegas da mesma idade em profissões menos expostas. Entre trabalhadores experientes não há fosso equivalente. E o ajuste não se deu por despedimentos: deu-se por contratações que não se concretizaram.

Leio este número como gestor, não como economista. Durante décadas, o contrato tácito das empresas foi simples. Contratam-se licenciados, dá-se-lhes trabalho que um sénior revê e, ao fim de uns oito anos, alguns passam a poder assinar. Lento e caro. Mas era o único sítio onde se desenvolvia a capacidade de distinguir uma resposta boa de uma plausível.

O júnior nunca foi um custo. Era o sénior em fabrico.

É precisamente esse........

© Sapo