Prisão de Evin tenta esmagar memória, linguagem e liberdade
A prisão de Evin, localizada em Teerã, é citada como mecanismo que busca suprimir memória, linguagem e liberdade.
Na noite de 14 de maio de 2026, em Nova York, o silêncio ocupou o centro do salão antes mesmo dos discursos começarem. Durante o tradicional gala literária da PEN America, duas cadeiras vazias expunham uma realidade que o governo iraniano tenta esconder há décadas: escritores continuam sendo presos no país por aquilo que escrevem, pensam ou acreditam. Naquela cerimônia, a ausência de Golrokh Ebrahimi Iraee e do poeta Ali Asadollahi tornou-se mais eloquente do que qualquer pronunciamento feito no palco.
Fundada em 1922, a PEN tornou-se uma das organizações mais respeitadas do mundo na defesa da liberdade de expressão e dos escritores perseguidos. Naquela noite, a entidade concedeu o Freedom to Write Award aos dois autores iranianos encarcerados.
A cadeira vazia de Golrokh carregava mais força do que muitos discursos feitos no evento. Nascida em Teerã, em 1982, hoje com 44 anos, ela cumpre pena na prisão de Evin........
