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Alerta vermelho vem da Colômbia

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02.06.2026

O primeiro turno das eleições presidenciais da Colômbia terminou com Abelardo de la Espriella (extrema‑direita) à frente, com 43,7% contra 40,9% de Ivan Cepeda (Polo Patriótico, apoio de Gustavo Petro).

O candidato de centro‑direita Paloma Valencia, apoiado por Álvaro Uribe, somou votos que, junto a de Espriella, totalizam 50,7% do eleitorado.

O segundo turno está marcado para 21 de junho, e as pesquisas que não preveram a alta de Espriella foram criticadas por falhas metodológicas semelhantes às do Brasil.

Analistas veem o resultado colombiano como alerta para as eleições de outubro no Brasil, inserido num padrão de derrotas de governos progressistas na América Latina.

Mais vale cautela que arrependimento

Provérbio popular português

1 – O resultado do primeiro turno das eleições presidenciais na Colômbia acende um alerta vermelho, também, para as eleições de outubro no Brasil. Ivan Cepeda, candidato pelo Polo Patriótico com o apoio de Gustavo Petro, esteve nas pesquisas em primeiro lugar durante meses, até além das margens de erro, mas terminou com 40,9% e foi ultrapassado por Abelardo de la Espriella, de extrema-direita, com 43,7%. A soma dos votos dos votos de Abelardo e Paloma Valencia, que foi apoiada pelo ex-presidente Álvaro Uribe, totaliza 50,7%. O segundo turno acontecerá já em 21 de junho, em três semanas, sinalizando, portanto, um cenário muito difícil. A maioria das pesquisas erraram a previsão do desenlace na Colômbia. Elas não captaram a explosão na reta final de Abelardo de la Espriella, um fenômeno de subestimação da extrema-direita que já aconteceu antes, inclusive no Brasil, recentemente, com Pablo Marçal, sugerindo erros metodológicos na aferição. Além disso, houve a mudança inesperada de milhares de locais de votação horas antes das eleições, e supressão de votos em áreas populares. Mas as razões de um desfecho, por enquanto, desfavorável repousam numa avaliação mais complexa sobre os limites da experiência dos governos progressistas que somente a esquerda colombiana poderá fazer, plenamente. Nosso papel é apoiar uma luta que não se encerrou.

2 – Isto posto, parece incontornável, depois da derrota do peronismo na Argentina diante de Milei, do MAS na Bolívia, e de Boric no Chile, que há um padrão do qual devemos retirar lições. Um pouco de perspectiva é necessário. Além da reeleição de Bukele em El Salvador e a vitória de Milei nas eleições........

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