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Lula, as dívidas e os juros

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01.04.2026

Pesquisas indicam empate técnico entre Lula e Bolsonaro para eleição de outubro; aprovação do governo Lula permanece baixa apesar de indicadores econômicos positivos.

Presidente atribui endividamento popular a consumo excessivo, mas especialistas apontam juros altos e expansão das apostas online como principais causas.

Taxa do cartão de crédito rotativo média reached 438% ao mês no terceiro mandato; BC é criticado por não regular spreads bancários.

Especialistas recomendam mudança na política econômica para reverter cenário de desaprovação às vésperas das eleições municipais.

As tendências apresentadas pela maioria das pesquisas de opinião divulgadas nas últimas semanas apontam para uma aproximação das intenções de voto entre Lula e Flávio Bolsonaro. Considerando a margem de erro dos levantamentos, o fato é que, se a eleição fosse hoje, haveria um empate técnico entre ambos. A polarização está na ordem do dia e na boca dos eleitores, sugerindo que o Brasil atravessará um período de campanha bastante acirrada, com algumas tintas que remetem ao pleito de quatro anos atrás.

O Presidente insiste em não reconhecer as indicações das pesquisas que também apuram a aprovação ou a desaprovação de seu governo. Mas também neste quesito os números são inquietantes. Apesar dos indicadores positivos relativos a desemprego, a emprego e a PIB, por exemplo, o fato é que a população não parece estar nada satisfeita com a sua situação. Boa parte dos empregos gerados são precários e informais, com remuneração bastante frágil e jornadas de trabalho extenuantes. O crescimento do PIB é pouco expressivo em quesitos como o consumo das famílias, retratando uma priorização dos recursos destinados ao agronegócio. A inflação de alimentos, energia e transporte crescem acima da média e comprometem ainda mais a qualidade de vida da grande maioria dos setores que compõem a base de nossa pirâmide da desigualdade social e econômica.

Esse quadro de incerteza termina por acirrar os ânimos daqueles que estão mais diretamente envolvidos na disputa de outubro próximo. E pode inclusive levar a estratégias equivocadas, em termos políticos e eleitorais. Lula tem evitado promover mudanças na orientação da política econômica de seu terceiro mandato. Tal opção está cobrando a fatura pela austeridade fiscal implícita no Arcabouço Fiscal, pela política monetária de SELIC nas estratosferas, pela cara de paisagem do Banco Central (BC) quanto às tarifas e spreads cobrados pela banca, pela falta de recursos para levar à frente políticas públicas voltadas à maioria da população.

A crise atual e as explicações equivocadas.

A combinação perversa de tais opções equivocadas de políticas públicas se concretiza em fenômenos que se revelam muito desgastantes para quem está à frente do Poder Executivo. Esse parece ser o caso de eventos como a fila recorde de tempo de espera para se conseguir atendimento no INSS ou os níveis........

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