Comilanças do antropófago Oswald
Encontrei um dia destes nas minhas bagunças, um livro escrito por Rudá K. de Andrade, meu amigo, neto do Oswald de Andrade e da Pagu. E me lembrei de uma crítica que fiz a ele na época em que o li, final de 2021, quase às vésperas do centenário da Semana de Arte Moderna, realizada em São Paulo, em 2022. Era época de reclusão praticamente total por causa da pandemia da Covid, e nem teve lançamento como deveria e merecia.
Pensei agora em publicar um causo sobre isso, mas concluí: ele está pronto, acredito que quase nenhum dos leitores da Fórum o leu. Então, reproduzo aqui, mudando só um pouquinho…
Mesa farta. Farta de boas comidas e boas bebidas compartilhadas por pessoas a quem a vida parecia uma eterna festa. Gente endinheirada da Pauliceia.
Em fevereiro [de 2022] comemora-se o centenário da Semana de Arte Moderna, que pretendia (e, embora contestada por alguns, acho que em boa parte conseguiu) ser um pontapé inicial para renovação da arte brasileira, seja na literatura, na arquitetura, na música… e, não pensado no momento, um dos expoentes do evento, Oswald de Andrade, enveredou também pelas artes culinárias. Quer dizer, ele mesmo não era lá um “chef”, mas apreciava bem. Acompanhado de gente como Tarsila do Amaral (que foi uma das suas mulheres), Mário de Andrade, Anita Malfatti, Menotti Del Picchia e outros modernistas, levava a vida de banquete em banquete.
Não se limitavam a paulistas e nem mesmo a brasileiros os que compartilharam sua mesa. Basta lembrar que foi anfitrião de........
