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“O Diabo Veste Prada 2” é uma dura crônica sobre o jornalismo na era das redes sociais

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22.05.2026

Andy Sachs, agora repórter veterana, tem a revista Runway encerrada após ser vendida a um conglomerado digital, minutos antes de receber prêmio.

A medida evidencia a crescente concentração de grandes corporações digitais sobre os meios de comunicação.

Miranda Priestly (Meryl Streep) conversa com Nigel (Stanley Tucci) sobre a crise da edição de setembro, considerada “praticamente morta”.

“O Diabo Veste Prada 2” combina humor e drama para mostrar a transformação do jornalismo e da moda sob domínio corporativo.

Se na primeira parte de “O Diabo Veste Prada” (2006) acompanhamos a jornalista recém-formada e idealista Andy Sachs (Anne Hathaway) desembarcar na principal revista de moda do mundo, a Runway, um universo distante de sua realidade, na segunda parte deste fenômeno cinematográfico os sonhos liberais parecem ter morrido. Agora, grandes corporações digitais passam a controlar não apenas a vida cotidiana, mas também parte significativa dos meios de comunicação.

Dessa maneira, “O Diabo Veste Prada 2” desloca sua crítica para o mundo do jornalismo, que passa por uma profunda transformação diante da ascensão das redes sociais. Essas plataformas assumiram protagonismo no ecossistema da comunicação e na forma como as pessoas interagem com a informação. Agora, o público quer vídeos de 15 segundos, enquanto análises densas e reportagens aprofundadas são tratadas como algo cada vez mais obsoleto.

Logo nos primeiros dez minutos de “O Diabo Veste Prada 2”,........

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