Jogadores negros fazem sucesso na cidade que é o Brasil no Irã
Jogadores negros têm destaque em Abadan, cidade do sul do Irã apelidada de “Brasil iraniano”.
O técnico brasileiro René Simões comandou a seleção iraniana sub‑23, contando com tradutor local, reforçando laços futebolísticos entre Brasil e Irã.
A Copa de 2026 é marcada por tensões geopolíticas, incluindo o ataque militar surpresa dos EUA e Israel ao Irã
Em junho de 2015 desembarquei em Teerã a convite da República Islâmica para testemunhar o discurso do aiatolá Khamenei. No dia 4 de junho, ele discursou no mausoléu de seu antecessor para relembrar o trigésimo sexto aniversário da morte de Khomeini, o pai da Revolução de 1979.
O esquema de segurança era tão pesado que mesmo jornalistas estrangeiros não puderam entrar na gigantesca mesquita com lápis ou papel — muito menos celular.
Não sabíamos, mas no dia 22 os Estados Unidos e Israel lançariam um ataque-surpresa contra o Irã, no que ficou conhecido como a Guerra dos 12 Dias.
A atmosfera no Irã era sombria. Já se avistava no horizonte a crise econômica que levaria a gigantescas manifestações de rua entre o final de 2025 e 2026, insufladas pelo Mossad, o serviço de inteligência de Israel. Foi o prenúncio da tentativa de derrubada da República, na guerra que Estados Unidos e Israel reiniciaram em 28 de fevereiro.
Como parte de nosso roteiro, fizemos várias visitas, inclusive à empresa estatal de mídia, a IRIB, que viria a ser bombardeada. Logo os anfitriões despertaram nossa atenção ao se referir seguidamente à cidade de Abadan, o “Brasil iraniano”.
Foi nosso guia local quem nos abriu as portas para conhecê-la. Ele havia trabalhado como tradutor do técnico René Simões quando este dirigiu a seleção iraniana sub-23, durante um ano e meio.
Torcedoras do Sanate no espaço reservado às mulheres na arquibancada. Instagram
Um Brasil no Golfo Pérsico
Abadan fica no sul do Irã, na província do Cuzestão, colada ao Iraque. O........
