Irã acerta refinaria no Barein e preço do diesel dispara
Projétil atingiu refinaria da Companhia de Petróleo do Barei no Golfo Pérsico nesta quinta-feira, 5; ataque foi atribuído ao Irã.
Preço do diesel de baixa presença de enxofre (ICE Low-Sulfur Gasoil) disparou para US$ 100 a tonelada métrica.
Preço de referência internacional do barril de petróleo Brent subiu para cerca de US$ 85.
O Barei abriga a principal base naval dos Estados Unidos no Golfo Pérsico, em Manama.
O preço do diesel de alta qualidade e baixa presença de enxofre disparou nesta quinta-feira, 5, depois que um projétil atingiu uma instalação da Companhia de Petróleo do Barein, no Golfo Pérsico.
O ataque foi atribuído ao Irã.
O preço deste tipo específico de diesel, ICE Low-Sulfur Gasoil, bateu em U$ 100 dólares a tonelada métrica. O combustível é muito demandado na União Europeia, por se encaixar nas demandas ambientais da região.
O preço de referência internacional do barril de petróleo Brent também subiu, para perto de U$ 85,00.
A agência iraniana Mehr e o diário Teerã Times, sem entrar em detalhes, confirmaram que o ataque ao Barein partiu do Irã.
Um vídeo que circula nas redes sociais mostra um projétil desabando e criando uma coluna de fumaça sobre a região industrial de Ma’ameer.
O reino do Barein é um arquipélago que já fez parte do Irã. O governo local confirmou o ataque.
No Barein, 45% da renda é controlada por milionários que tem bens superiores a U$ 100 milhões. O carro ‘popular’ do país custa o equivalente a R$ 600 mil.
A família Khalifa, que governa o país, é vulnerável à instabilidade regional porque os árabes que representam quase 55% da população são em sua maioria muçulmanos xiitas.
O xiismo tem suas cidades sagradas no Irã e no Iraque.
O Barein sedia, em Manama, a capital, a principal base naval dos Estados Unidos no Golfo Pérsico.
O Irã focou seus ataques nesta base nos primeiros dias do conflito, causando grande destruição.
Com isso, negou à Marinha estadunidense presença dentro do Golfo.
Hoje, um porta-voz do Khatam al-Anbiya, quartel-general das Forças Armadas do Irã, disse que drones foram disparados contra o porta-aviões estadunidense Abraham Lincoln, que navega a 340 quilômetros do estreito de Ormuz, no oceano Índico.
Hoje, o presidente Donald Trump disse que tem direito a escolher quem vai governar futuramente o Irã, sugerindo um arranjo parecido com o que implantou na Venezuela sob a presidente Delcy Rodriguez.
Atualmente, a Casa Branca governa a produção de petróleo da Venezuela em parceria com os bolivarianos.
A Guarda Revolucionária do Irã, cujo poder tende a crescer internamente com o assassinato do aiatolá Khamenei, anunciou que usou mísseis hipersônicos contra o aeroporto de Ben Gurion, em Tel Aviv. A informação foi disseminada pela agência Tasnim.
Aeroportos do Irã foram alvos de ataques nas últimas horas, praticamente paralisando o tráfego aéreo no país.
O cronômetro da Casa Branca
O índice Dow Jones, da bolsa de Nova York, um marcador que costuma influenciar Trump, teve outro dia ruim, marcando queda de quase 2% às 15 horas desta quinta, 5, horário de Brasília.
A capacidade do Irã de prolongar o conflito mesmo depois da matança de dezenas de seus líderes, deixa os mercados nervosos, prevendo um conflito prolongado.
Índia e China, dois dos países que primeiro serão afetadas pelo fechamento do estreito de Ormuz — por onde agora já não escoam o petróleo e o GLP produzidos no Golfo Pérsico — devem recorrer à Rússia para evitar escassez.
Os países mais prejudicados, além daqueles do Golfo Pérsico, cujas economias estão quase paralisadas, são os da União Europeia, dependentes do gás e de combustíveis produzidos na área em conflito.
