Há anos, ao falar sobre redes nas campanhas, recebi um bocejo como resposta
Em uma eleição municipal, lá no início dos anos 2.000, argumentei durante uma reunião de campanha do PT sobre a importância de usar a internet. Na época, a grande rede social era o Facebook e eu falava entusiasmado sobre as possibilidades da ferramenta para colocar a discussão política, ganhar votos etc.
No auge da minha fala fui interrompido pelo dirigente que coordenava o encontro com um enorme bocejo, seguido da frase: “você vai demorar muito pra acabar com esse papinho?” Mais ou menos na mesma época, meu pai, um velho comunista, ao ouvir eu dizer mais ou menos a mesma coisa, me disse: “você acha mesmo que meia dúzia de burgueses com um computador vão resolver alguma coisa?”
Pouco antes de sua morte, lembrei ao meu pai da sua frase e ele respondeu, sem pestanejar: “é, as vezes a gente erra.” A autocrítica do velho não foi e nem continuou sendo uma prática comum. O que se seguiu desde então, foi uma sequência enorme de moleques de extrema direita comandando palavras de ordem e construindo lideranças.
O avanço da extrema direita
O fenômeno, como se sabe,........
