Para pôr um ponto final: Não se faz jornalismo com “me falaram” e “ouvi dizer”
Não há aqui nenhuma intenção de parecer professoral ou de dar aula sobre o que é jornalismo. O que existe é o propósito de se delimitar o que pode e o que não pode se fazer no exercício de uma determinada profissão, que neste caso é a de jornalista. Antes de começar, cabe registrar que vem se avolumando o número de jornalistas, juristas e leitores que passaram a defender de alguma forma, até com argumentação erudita, a conduta da colega Malu Gaspar, do diário carioca O Globo e da GloboNews, no caso envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e as reuniões que ele teve com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. É igualmente indispensável dizer que o bloco de críticos da atuação da referida jornalista também cresce a cada dia.
Malu Gaspar imputou diretamente um fato, que tem aspecto indubitavelmente criminoso, a um ministro da Suprema Corte. Até aqui, não há problema algum, já que como jornalista ela tem por ofício apurar informações, cruzar versões, juntar o máximo possível de elementos e tornar pública uma história que é notícia pelo seu caráter de interesse público, sobretudo por envolver uma autoridade graúda da República. Só que não foi isso que aconteceu.
Ao ouvir “seis fontes” [poderiam ser até 12], que teoricamente ouviram outras fontes [e isso pode ser verdade], dizer que supostamente Moraes foi tomar pé com a maior autoridade financeira do país de uma questão envolvendo a fusão de um banco público com um banco privado suspeito, que viria depois a ser protagonista de um esquema bilionário de fraudes, as condutas que Malu poderia ter tomado a partir deste ponto eram várias.
Podemos começar sugerindo o mais óbvio: a jornalista precisaria buscar algum elemento indiciário mínimo, factual, que por si só aportasse um crédito a mais à história.........





















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