Cheiro de golpe no ar
Domingo, 4 de outubro, o Brasil realiza o primeiro turno da eleição presidencial. Lula tenta a reeleição. Flávio Bolsonaro, candidato da extrema direita alinhado a Donald Trump e Marco Rubio, quer devolver ao Palácio do Planalto o poder político de seu pai, condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão por liderar uma tentativa de golpe contra a democracia.
O governo que Flávio quer reabilitar foi o do negacionismo na pandemia, do atraso na compra de vacinas denunciado pela CPI e do avanço do desmatamento na Amazônia, entre outros horrores. Jair Bolsonaro levou o país de uma gestão desastrosa a uma conspiração contra a democracia.
Derrotado por Lula, Jair, o pai de Flávio, liderou uma trama golpista que culminou nos ataques de 8 de janeiro de 2023, uma semana após a posse do novo presidente.
E, como está escrito no Plano Punhal Verde Amarelo descoberto pela Polícia Federal, pretendia derrubar e assassinar o presidente Lula e o vice Alckmin, empossados oito dias antes, em 1 de janeiro de 2023.
É do próprio Flávio a promessa de subir a rampa com o pai. Em Porto Alegre, em 11 de abril, afirmou: “O presidente Jair Messias Bolsonaro vai subir a rampa junto com a gente em janeiro do ano que vem”.
A candidatura do filho oferece ao clã a possibilidade de recuperar, pelo voto, o poder que tentou conservar pelo golpe e pela imposição de uma ditadura.
O que farão os Bolsonaro e seus aliados em Washington? Na entrevista
O alerta central é a construção antecipada de uma narrativa segundo a qual a eleição só será legítima se vencer o candidato da extrema direita e de Trump e Rubio, Flávio Bolsonaro.
Chade mostra que essa narrativa já circula nas redes digitais a exemplo do perfil Commentary Trump Daily, administrado pela plataforma conservadora Red Audience, ligada a Trump e ao movimento MAGA.
O Trump Dayly apresenta Lula como presidente ilegítimo e repete a mentira de que Jair teve a eleição roubada e foi preso por seu adversário.
A mensagem reproduzida pelo jornalista Jamil Chade celebra Flávio como aliado de Washington:
“Uma vitória de Bolsonaro é uma vitória........
