Inteligência Artificial na Educação: entre o desafio e a oportunidade
Nos corredores das escolas e das universidades, já não se ouvem apenas discussões sobre notas ou exames. Hoje, a conversa inclui algoritmos, modelos de linguagem e sistemas inteligentes. A questão já não é se devemos usar a Inteligência Artificial (IA) na educação, mas como o devemos fazer. Tentar impedir o uso da IA não é realista. O desafio é orientar alunos e professores para um uso inteligente, ético e humano destas ferramentas.
Uma realidade incontornável
Os alunos já utilizam ferramentas baseadas em IA, como o ChatGPT ou o Perplexity, muitas vezes sem qualquer acompanhamento ou filtro ético. Usam-nas para escrever textos, preparar apresentações ou fazer trabalhos. Tal como há 20 anos consultavam enciclopédias impressas ou, mais recentemente, procuram informação na internet ou na Wikipédia. Hoje, como há 20 anos, há quem use estas ferramentas como fonte de plágio ou sem questionar, pensar ou verificar.
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Ontem, como hoje, o fator diferenciador essencial é o pensamento crítico. A tecnologia é poderosa, mas se for usada de forma acrítica, é tão enganadora quanto uma calculadora em mãos inexperientes. Um aluno que não domina operações básicas pode aceitar sem questionar um resultado errado de 3 2 = 1, apenas porque a máquina o sugeriu e não percebeu que trocou a tecla de - por . O mesmo acontece com a IA: é preciso compreender o que se procura, saber formular perguntas relevantes e avaliar as respostas com discernimento. A diferença, que admito, não é pequena, é a complexidade do que se pode pedir à IA.
Repensar o papel da escola
As instituições de ensino têm de assumir um papel ativo na formação para o bom uso da tecnologia. Isto não significa........
