Será Rodrigo Mora o Baggio de Farioli?
O futebol tem uma velha máxima, trágica e lógica ao mesmo tempo: quem ganha tem razão. Francesco Farioli tem uma forma de jogar. Quatro defesas, um 6 que permite triângulos anti-pressing e que pode recuar para defender, dois médios com a perna longa e resistente para pisarem as duas áreas, extremos que sentem o aroma do cal e um avançado que seja pivô e possa morder com a fome de um puma faminto.
Faça sol ou faça chuva, o guião não mexe. Quem chega, chega para aquele puzzle harmonioso e obediente ao delírio voraz que pressupõe recuperar a bola. À primeira volta dourada, o senhor italiano licenciado em Filosofia juntou o título de campeão nacional, celebrado com categoria na Ponte Luís I.
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Cedo se percebeu que Rodrigo Mora seria um tema. O pequeno mago, que podia honrar a trajetória gigante de gigante gente como Rui Barros e Frasco, toca na bola com o descaro de miúdo atrevido, com a inconsciência de lenda em construção. As mudanças de direção e a maneira como se esquiva entre pernas revelam laivos de João Vieira Pinto. Os golos bonitos, um vício do miúdo de Matosinhos, convocam suspiros.
Mas onde jogaria Mora, afinal? Extremo-esquerdo? Centrocampista? A rapaziada da tática tinha e continua a ter argumentos vários, muitos contra para ambos os cenários, ainda que os admiradores do prodigioso médio-avançado (10, por favor) arranjem sempre forma de o colocar em campo. Este pobre que vos escreve até questionou certa vez, numa Tertúlia Bola Branca, se Mora não poderia ser falso 9 aqui e ali. Era desespero, evidentemente.
Nesta........
