Cata-Ventos: Poesia de setembro
Cata-Ventos: Poesia de setembro
Costa Alves* - 03/09/2026 - 9:02
A dita “rentrée” que assinalava a reabertura das aulas em setembro, estendeu o seu significado para assinalar, após as férias, também no nosso país, a reentrada do ano político. Podíamos ter aportuguesado, como fizemos com bicicleta, entre tantos e tantos vocábulos, mas, contrariado, salve-se este, entre o cortejo de anglicismos que poluem com vísceras de plástico em muito do que se mexe no falar televisivo.
Mas, setembro chegou e as “rentrées” já se foram. Usam-nas e deitam-nas fora. Espalmados em areais, até agosto lhes serve para reentrar, reabrir, recomeçar - tanto faz - torrando ideias, táticas e costumes. Tal como guerras, petróleo, privatizações, contrarreformas, também cheiram a mofo. Que esperar? E que havemos de fazer? Em fase de alterações climáticas devidas ao finalmente reconhecido, mas não combatido,........
