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Regulação emocional: reduzir o recurso à Internet pelos mais novos

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14.06.2026

A regulação emocional pode ser definida como o conjunto de estratégias que o indivíduo utiliza para modular a intensidade e a duração da experiência afetiva, influenciando os sentimentos, os pensamentos, as respostas fisiológicas do corpo e os comportamentos. Não se trata apenas de um processo de gestão de emoções. Envolve, igualmente, a capacidade de identificar e de responder a todas as emoções, positivas e negativas, de forma adaptada e sem sentir-se sobrecarregado. Desta forma, a regulação emocional constitui-se como um fator fundamental de adaptação psicológica e social que promove a autonomia, a resiliência e o bem-estar, servindo como um recurso complementar do desenvolvimento e da aprendizagem. Este mecanismo pode operar de forma consciente, por exemplo, quando decidimos, intencionalmente, respirar fundo e conter um impulso, ou, de forma automática, quando é o próprio organismo que encontra o equilíbrio interno.

Dada a amplitude das consequências afetivas, cognitivas e sociais da regulação emocional, esta capacidade assume um importante papel mediador na adaptação dos adolescentes ao meio digital. É neste ambiente que os jovens investem tempo significativo do seu dia a dia e onde são confrontados com estímulos que desafiam a estabilidade emocional, exigindo a ativação de mecanismos de gestão imediata. A regulação emocional pode........

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